Al Gore: Umha postura cómoda

O Prémio Nobel da Paz foi este ano compartilhado. Al Gore e o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Cámbio Climático) fôrom os laureados nesta ocasiom, mas o protagonismo recaiu numha das partes, a mais mediática, como era de esperar. Que o Nobel da Paz reconheça o trabalho de investigaçom, denúncia e sensibilizaçom sobre as causas e conseqüências do Cámbio Climático é mui importante e nom deve ser valorizado doutro modo que mui positivamente. Celebrei-no olhando Umha verdade incómoda, mas fiquei cumha sensaçom contraditória.

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Seguirám a chegar

O governo espanhol vem de apresentar, junto coa OIM, umha dura campanha publicitária coa que disque pretende combater a imigraçom irregular de orige subsaariana. Desenvolverá-se em Senegal ―actual ponto de partida do grosso dessa migraçom―, custará perto de 1 milhom de euros e os anúncios serám reproduzidos na imprensa, rádio e tv, os mesmos meios que difundem a todo o planeta a opulenta vida nos centros globais, no “Primeiro Mundo”. De verdade pensam que assi parará o éxodo?

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Declaraçom de intençons

Conta Jorge Riechmann num seu livro umha tradiçom dos índios Oneida conhecida da mao de Dave Foreman: “A tribo chegou um dia a um lugar que semelhava perfeito para viver nel. Mais despois de instalar o campamento decatárom-se de que havia muitos lobos na regiom. Considerárom a opçom de os exterminar, mais despois recapacitárom: “Quê classe de pessoas imos chegar a ser se os matamos?” Tomárom entom umha dupla decissom: permanecer no lugar e assignar a um home a tarefa de assistir às reunions do conselho “e falar em nome do lobo”.”

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A aprender sobre ecologismo com Os Simpson

Tanto n’Os Simpson como em Futurama som habituais as referências a problemas ambientais. Sempre que me detenho a pensar sobre as diferenças entre ecologismo e ambientalismo lembro aquel capítulo d’Os Simpson no que Lisa emulava a Julia “Butterfly” Hill, a moça que passou dous anos subida a umha sequoia. Deu-me por procurá-lo… e resulta que está na rede!

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Talvez emigrar

Como tantas pessoas neste país, experimentei desde mui cedo a influência da figura de Castelao, de obras como o álbum “Nós”, no que se recolhia aquel desenho dumha massa de emigrantes acompanhado do texto “En Galiza non se pide nada. Emígrase”. Prometim-me hai muitos anos nom emigrar, ficar em Galiza e fazer o que na minha mao estivesse para mudar esta terra. Assi foi, mas nom sei por quanto mais tempo resistirei.

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