Seattle

Alá vam dez anos. Disque foi o nascimento do movimento antiglobalizaçom/alterglobalizador (no caso de que realmente —ainda— exista tal cousa). Toca lembrar, já que logo.

Daquela andava ainda pola universidade, onde pouco depois de que as ruas de Seattle fossem ocupadas rebentando a cimeira da OMC em plena tempada de compras compulsivas natalinas, começaria o ciclo “Europa Mundi: Construcción de Europa, Democracia y Globalización“. Numha daquelas jornadas alguém perguntou aos relatores polas mobilizações antiglobalizaçom. A resposta foi prudente, mesmo deixando ver certa surpresa co fenómeno, “nom tenho informaçom abondo para opinar sobre a sua orige” (ou algo assi) dixérom desde a mesa. O único “poço de sabedoria” que se atreveu a dar a sua opiniom teria sido melhor que ficasse calado, comparou Seattle coas mobilizações que seguírom à morte de Diana de Gales.

Nom tivem tempo de ler o número que Altermundo lhe dedica a este décimo aniversário, apenas lhe acabo de botar um olho por riba, mas por casualidade atopei no video-clube esta passada ponte o filme “Battle in Seattle” (“Batalla en Seattle“) e aproveitei a ocasiom.

Seica é polémico, até o ponto de que houvo um intento por realizar outra longametrage desde “o movimento”: “The real battle in Seattle” (nem ideia de em que ficou a cousa). Depois de ver a película lim/vim críticas positivas e negativas (mesmo “negativas-preventivas“) e um documentário realizado apartir das images gravadas por mais dum cento de participantes naquelas mobilizações, “This Is What Democracy Looks Like“:

Desde Seattle, as mobilizações antiglobalizaçom fôrom invariavelmente apresentadas como violentas, sempre centrando a atençom nos actos do “Black Bloc” e ocultando que a imensa maioria das pessoas participantes actuavam a meio da nonviolência e a desobediência civil. Paga a pena mirar este documentário, para lembra e apreender.

E o filme “Battle in Seattle”? Que podemos dizer del? Pois na minha opiniom as críticas som excessivas. Se a sua funçom é entreter, informar e sensibilizar, logra-o. Nom é um filme da indústria estadounidense (de feito, quanta gente sabia del?) mas sobretodo, nom achega umha visom distorcida e intoxicadora das mobilizações. É mais, a longametrage —ainda amosando diferentes perspectivas do sucedido aqueles dias em Seattle— inclina-se claramente da parte dos manifestantes nonviolentos e posiciona-se contra a OMC. Suponho que a participaçom de Woody Harrelson, ligado à RAN (umha das organizações responsáveis do éxito das mobilizações) nom será casualidade.

Já que logo, se temos um filme entretido, bem rodado e com boas actuações, no que se informa do sucedido, talvez com “licenças poéticas” mas com bastante exactitude (nom poucas situações, images e frases aparecem tamém no documentário), contradizendo a manipulaçom mediática e sensibilizando contra a OMC e a globalizaçom capitalista… Onde está o problema? Que preferimos? Que o veja quanta mais gente melhor ou que passe desapercibido? Que seja projectado nos cinemas e retransmitido polas tvs, que esteja acessível em DVD e mesmo na rede ou que ninguém saiba del?

Eu nom tenho muita dúbida, quem está co sistema parece que tampouco… e dá muita mágoa seguir a atopar a estas alturas posturas seica essencialistas encantadas coa marginalidade.

1 Comment to Seattle

  1. chuza.org di:

    Batalha em Seattle…

    Um filme entretido, bem rodado e com boas actuações, no que se informa do sucedido, talvez com “licenças poéticas” mas com bastante exactitude, contradizendo a manipulaçom mediática e sensibilizando contra a OMC e a globalizaçom capitalista… Onde está …