Passando muito de Darwin

Hai já uns quantos anos perguntei a um conhecido “experto” se a utilizaçom da caça maior como método de controlo de determinadas populações de animais nom poderia provocar um empioramento genético dessas mesmas populações. Explico-me:

Num ecossistema equilibrado a populaçom de (por exemplo) cervos reproduz-se condicionada pola disponibilidade de  água e alimentos e a acçom dos predadores. Como somos assi, desde o nosso lugar no cume da pirámide alimentar olhamos qualquer outro predador (o lobo, por exemplo) como rival/inimigo/alimanha que miramos de exterminar… e muitas vezes conseguimo-lo. Um modo como outro qualquer de desiquilibrar um ecossistema.

Temos assi, agora, umha populaçom de cervos que se reproduz condicionada pola disponibilidade de água e alimentos, sem mais predador que nós (no caso de que nos dea por aí). Antes e agora os cervos reproduzem-se do mesmo modo: os machos compitem entre si e o vencedor —mais forte, hábil e sam—  fecunda as fémias. A diferença é que sem predadores naturais é mais fácil caminhar cara à sobre-populaçom e o empioramento da saúde dos animais.

Os lobos caçam os indivíduos que lhes é mais doado, os mais fracos: crias, velhos, enfermos, feridos… ajudando a controlar a populaçom sem contradizer o próprio sistema de selecçom natural da espécie. A caça maior deportiva nom procura alimento, senom trofeio, e já que logo preda sobre machos adultos fortes e sans, os melhores da manda. Nom se está, já que logo, a fazer umha selecçom negativa/oposta à selecçom natural?

A resposta do “experto” foi “nom”. A cabra montesa nom concorda, e nom é a única.