Culpa ou responsabilidade?

Primeiro foi Hawking e a sua soluçom marciana, agora é Lovelock quem recebe da USC o Prémio Fonseca à Divulgaçom Científica e teima noutra soluçom ilusória. Dous grandes divulgadores, ninguém o nega, mas tamém, visto o visto, dous grandes defensores do industrialismo por riba de todo.

Di James Lovelock que “o ser humano nom deve ter sentimento de culpa no que fai respeito à mudança climática porque nom é algo que tenha feito deliberadamente”, pero é um assunto de “intençom” e “sentimento de culpa” ou de “(consciência e exercício da) responsabilidade”?

9-91 por cento

Em primeiro lugar, é injusto falar de “humanidade”, de modo genérico, ao nos referir à mudança climática em concreto e à crise ecológica global em geral.

En segundo lugar, é evidente que ninguém procurou deliberadamente mudar o clima global ou acabar coa vida na Terra, mas isto nom quita que a crise climática e o conjunto da crise ambiental global nom sejam fenómenos anunciados hai décadas fronte aos que nada se fijo porque nom se quijo.

A humanidade, coa industrializaçom, virou “força geológica planetária”. A atividade dos seres humanos industrializados, particularmente da minoria privilegiada, tem conseqüências globais e no tempo. Isto requer dumha responsabilidade que nos negamos a assumir.

Podemos teimar em manter o industrialismo em marcha passando por riba do grosso da humanidade e a biosfera ou podemos procurar o modo de lograr conviver entre nós e co resto de habitantes do planeta sem esmagar as possibilidades dumha vida digna para as vindeiras gerações de terrícolas.