Primitive future
É umha das acusaçons mais clássicas e tópicas ao ecologismo: “o que queredes é que voltemos às cavernas”, se bem só umha minúscula corrente deste movimento ―a que tem como referência a John Zerzan e o seu “Future primitive”― se pode identificar com esta afirmaçom. O industrialismo autoidentifica-se co progresso, mas hai supostos progressos que acabam por levar a retrocessos, e isto é um rasgo essencial do sistema político, económico e social no que vivemos.
Durante a Guerra Fria a ameaça, plasmada em tantas narraçons distópicas, era a dum inverno nuclear. Hoje, cada vez mais, devemo-nos perguntar sobre cara a onde nos leva o comportamento autodestrutivo do industrialismo, como é que vai ser o mundo post-industrial. A crise ecológica global, e a crise civilizacional associada a esta, pode provocar um tremendo salto atrás em termos de “desenvolvimento”. Eis o repto do ecologismo social e do ecopacifismo: atopar umha saída emancipatória à crise ecológica global, evitar um futuro primitivo.
