Para quatro anos mais
Já está, passou a jornada eleitoral. Haverá que analisar/comentar os resultados (até onde sabemos). Aí vam umhas quantas opinions precipitadas, visto o panorama:
Cresce o PP: Medra e fai-no claramente, mesmo em Catalunha, tamém em Madrid (nem o assunto Gallardón nem a presença de UPyD lhe restou votos). Rajoy perdeu as eleiçons, nom assi o sector mais extremista, que vé apoiada a sua estratégia. O PP nom tem, já que logo, porquê moderar o seu discurso, atitudes e propostas. Outros quatro anos de crispaçom? Quem estará à frente do PP em 2012?
IU, a agonia continua: IU baixa de 3 a 1 deputados, nom é quem de evitar o “voto útil” ao PSOE, nom resiste a tensom bipartidista. Refundaçom? O PCE imporá o seu critério e nom melhorarám os resultados. Dubido que decidam imitar a ICV (que, por certo, parece que ficou finalmente com 1 só deputado).
O BNG resiste: Outro que vé apoiada a sua estratégia. O BNG demonstrou ter um eleitorado disciplinado, mesmo nestes momentos de ampliaçom/cámbio de base eleitoral. Manter-se e mesmo medrar num contexto como o desta campanha estatal presidencialista e bipartidista tem muito mérito. Polo que a mim respeita, confirma-me que nom tem remédio.
UPyD quinta/sexta força em votos: Rosa Díez consegue representaçom por Madrid. Os votos de todo o Estado colocam ao seu partido no quinto ou sexto posto, quase que empatando com EAJ-PNV. Está por ver em quê fica, hoje é só a novidade.
Segue o PSOE: Medra ligeiramente. Seguirá a governar sem maioria absoluta (ainda menos mal). Com quem? Em solitário com pactos pontuais? Ou talvez com CiU? Apesar de nom governarem juntos em Catalunha nom seria estranho: tem escanos abondo, é um partido estável e de orde… E pacte ou nom com CiU é previssível um giro à direita do PSOE: Sem maioria absoluta, cum PP desatado a crescer, com Rouco Varela à frente da Conferência Episcopal… nom se atreverá a desenvolver políticas que podam alporizar à estrema direita espanhola (aborto, relaçons Igreja-Estado, españaserompe, imigraçom, terrorismo, política económica…).
Nulos e Brancos, tamém à baixa: A mobilizaçom bipartidista tamém arrastou ao voto protesta, mesmo com respeito a umha convocatória eleitoral tam peculiar como a de 2004. A abstençom foi semelhante à de hai quatro anos, salvo no País Basco, especialmente Guipúscoa e Biscaia. No País Basco e Navarra pode-se rastrejar o passo dos votos nulos de 2004 à abstençom de 2008. O assassinato de Isaías Carrasco nom fijo mudar de opiniom a mais de 100.000 pessoas identificadas com Batasuna.
O mapa do bipartidismo, em transformaçom?: O bipartidismo reforça-se, mas o mapa deste está a mudar ou só mo parece a mim? PP e PSOE medram e perdem votos nos lugares opostos a onde o vinham fazendo historicamente.
Em fim, que o bipartidismo avança e giramos à direita, mas, sobretodo, que dá arrepios pensar na base social da (estrema) direita espanhola: para demasiada gente o discurso patrioteiro espanholista, xenófobo e reacionário do PP é algo normal e perfeitamente asumível.
A direita social e partidária manterá-se na sua estratégia. O governo girará à direita. E a esquerda social? Quê vai fazer estes quatro anos?