ouveios e outras vozes

15 febreiro 2008

Ainda à marge do industrialismo

Publicada en: crise ecológica global, indígenas, periferias globais por signatus ás 1:05

O passado Domingo lim no suplemento XLSemanal umha interesante reportage sobre o povo Zo’é. Vivem na Amazonia brasileira sem chefes nem chamans e, evidentemente, dum modo ecologicamente sustentável. Fôrom contactados hai apenas vinte anos, segundo a reportage. Hoje soubem que a aldeia dum povo nom contactado da Amazonia peruana fora atopada por trabalhadores dumha petroleira canadense.

Por incrível que poda semelhar ainda hai alguns seres humanos no planeta, mui poucos, que vivem completamente à marge do industrialismo. Contodo, a expansom deste a nível global, e a crise ecológica que está a provocar, fam que mesmo vivendo à marge deste sistema político, económico e social, padeçam as suas conseqüências sem tirar nengum proveito: a exploraçom madeireira, os grandes encoros, o avanço da fronteira agrícola industrial, a estraçom de petróleo, a minaria… deslocam, assimilam e/ou eliminam fisicamente essas populaçons.

Nom se trata de idealizar aos povos indígenas, nem de adoptar posturas románticas de defesa duns supostos “bons selvages”. Com certeza haverá elementos dessas formas de viver que poderiamos admirar e rejeitar, mas o caso é que essa gente, que vive sem danar a Terra, e que nem nos conhece nem nos quere conhecer, estám a desaparecer para que nós podamos manter um modo de vida condenado ao fracasso.

2 comentarios »

  1. Non tes nin idea do que falas, abonda con visitar o blog para comprobalo. O éxito de visitas é a proba. E esta será a única que teñas na túa vida -e non penso voltar-.

    Comentario por Ekolo — 16 febreiro 2008 ás 20:03

  2. Estimado Ekolo, possivelmente nom tenho ideia do que falo, nom che vou dizer que nom, mas, como nom argumentas a tua desqualificaçom, muito me temo que simplesmente te estás a desafogar por algum motivo que desconheço (ainda que suspeito que isto tem relaçom cum meu comentário em Chuza! a respeito dum artigo do Méndez Ferrín).

    Com efeito, este blog nom tem demasiadas visitas, mas tampouco figem nada nunca por que as tivesse, nem é algo que me preocupe demasiado, como poderás comprovar. Nom hai muito que escrevo aqui e tampouco o fago com demasiada constáncia, assi que acho que nom paga a pena publicitar-me na rede.

    Quiçá algum dia me tome o blog um pouco mais a sério, escreva mais e melhor e tenha mais visitas, tamém a tua.

    Comentario por signatus — 16 febreiro 2008 ás 23:43

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