Cara onde vai o SLG?
Levo algum tempo atendendo aos movimentos do/no SLG, pola decepçom que me supujo a sua reaçom frente à proposta de ZEPA para A Límia, mas sobretodo polo que poda passar 24 de Novembro num Congresso no que Lídia Senra deixa a secretaria geral, à que optam duas candidaturas bem distantes.
A oposiçom à ZEPA, como no seu dia ao Parque Natural das Fragas do Eume, foi para mim umha decepçom porque pensava que havia cousas que o SLG tinha superadas. Umha organizaçom integrada na Via Campesina, defensora da agroecologia e a soberania alimentar nom se pode alinhar coa agroindústria como o está a fazer o SLG na Límia. Umha organizaçom como se supom que é o SLG nom deveria seguir a difundir mensages maniqueias nas que se situa a “ecologistas urbanitas” confrontad@s a labreg@s. O SLG deveria saber a estas alturas que ecologistas nom @s hai só nas cidades, e deveria perceber o ecologismo (social) como aliado, nom como inimigo.
Posturas como estas figérom-me pensar que no SLG quiçá havia qüestons que realmente nom assumia toda a organizaçom e a suspeita parece confirmar-se se atendemos às novas arredor do seu vindeiro Congresso. As duas candidaturas que se apresentam reflictem dous projectos opostos, nom é cousa de matizes, as declaraçons que podemos ler na imprensa deixam ver que existem dous modelos de sindicato bem diferentes, quando menos em dous asuntos chave: os objectivos e a independência.
Os objectivos: Soberania Alimentar ou Agroindústria?
Reforçará o SLG o seu trabalho de defesa da agroecologia e a soberania alimentar na linha da Via Campesina? Ou passará a se integrar na lógica agroindustrial? Será umha organizaçom comparável a EHNE e à Confédération Paysanne ou acabará por ser um sindicato homologável a Unións Agrarias e Xóvenes Agricultores?
A independência em jogo
O SLG de Lídia Senra logrou manter-se bastante à marge do controlo da UPG/BNG todos estes anos, mas todo tem um límite. Nom é o primeiro caso: A Mesa, ADEGA, a CIG… já tivérom as suas tensons a respeito da sua soberania, com “soluçons” diversas. A candidata Carmen Freire semelha comprometida coa defesa da soberania do SLG, do candidato Xurxo Álvarez, membro aliás da UPG, nom se pode dizer o mesmo atendendo às suas declaraçons.
Os dous modelos
24 de Novembro o SLG vai escolher entre dous modelos de organizaçom:
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Um sindicato soberano, comprometido coa defesa da soberania alimentar, integrado em projectos mais amplos que procuram a superaçom do actual sistema económico e político, e que define as suas alianças em funçom da proximidade a esta filosofia.
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Um sindicato correia de transmisom dum partido, homologável a qualquer outro sindicato integrado no modelo agroindustrial, que confunde nacionalismo com isolacionismo e escolhe as suas alianças em funçom da pertença ou nom à família dos controlados pola UPG/BNG.
Passe o que passe nesse Congresso que vem, o mínimo que podo esperar é que, co nome que seja, exista em Galiza umha organizaçom sindical labrega como a primeira. A segunda nom (me) aporta nada (bom).