Emissons de CO2: Jogando ao despiste
Titula hoje El País “Los países en vías de desarrollo, casi igual de contaminantes que los ricos”. A nova fai referência a um estudo do Centro para o Desenvolvimento Global, mas, é realmente assi? Cara ao final do texto descobrimos que a realidade é bem diferente. A que joga “el periódico global en español”?
A percentage de emissons de efeito invernadoiro com orige nas periferias globais é crescente e a situaçom ambiental nestes países é preocupante. A gestom ambiental é manifestamente melhorável nos países “en vías de desarrollo”, é posível e desejável diminuír impactos ambientais (e sociais) nos países empobrecidos. Mui bem, de acordo, mas, sem esquecer a parte de responsabilidade que lhe poda corresponder a aqueles países, deveriamos lembrar um par de cousas:
- Mentres Austrália emite 11 toneladas de CO2 por pessoa e ano, e os Estados Unidos 9, China emite apenas 2 e a Índia 0,5
- A energia gerada em países como China, que destino tem? A ver se vai resultar que boa parte é consumida por indústrias que som parte de/trabalham para transnacionais “ocidentais” ou para abastecer os mercados dos países centrais
Se pudessemos analisar dentro de cada país como é que se distribuem as emissons, atopariamos que o esquema global se repete: as pessoas e empresas mais poderosas som quem mais degradaçom ambiental causam. As conseqüências da crise ecológica global estám a ser padecidas principalmente e dum modo mais grave por quem menos/nada aportam à sua existência.
A crise ecológica global é conseqüência dum modelo económico, o industrialismo, que nos pode beneficiar ou prejudicar mais ou menos a curto prazo, que estamos a promover e alimentar em todo o planeta e que nos acabará por prejudicar, antes ou despois, a tod@s. El País pode titular como quera e jogar a confundir. Podemos nom (querer) ver as causas e conseqüências, mas nom por isso vam desaparecer.